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Arnaldo Nogueira Jr

Arnaldo Nogueira Jr - Por Dino Alves

ARNALDO NOGUEIRA JR
Caricatura: Dino Alves


Tenho 64 anos e sou casado, acreditem, desde 1971 com a mesma mulher, a santa Célia. Sou pai de Fernando, bacharel em Direito e já advogado militante, e Mariana, formada em Propaganda e Marketing em Santa Bárbara - Califórnia (USA). Paulista de Franca, morei a maior parte de minha vida em Campinas (SP). Estamos no Rio há  quase 20 anos. Adoro ler, me corresponder com amigos, ouvir boa música (em especial MPB e Jazz), tomar cervejinha e fazer um bom churrasco.




Em 1996, após quase dois anos de aposentadoria, comprei meu primeiro computador. Seguindo o conselho de meu filho, comecei um mexe daqui e dali, apanhando muito mas, aos poucos, me familiarizando com a máquina. O meu objetivo maior era o de usar o Word, já que pretendia escrever alguma coisa, sei lá, colocar na telinha o que pintasse. Mas era preciso treinar para conseguir isso. Depois de boas surras, fiz um desses cursinhos e, já mais apetrechado, fui à luta. Nessa época a Internet começava a estourar e, como gosto de novidades, fui logo aderindo. Resolvi, então, para incrementar a minha prática, copiar um artigo do Luís Fernando Veríssimo, intitulado "O Apito", e remetê-lo para o amigo Tom, lá em Salvador. Foi no dia 23 de maio. Ele, por sua vez, enviou o texto para alguns amigos. A receptividade foi boa, a coisa começou a se espalhar e, atendendo a pedidos, dei prosseguimento ao meu trabalho, sempre selecionando de meus livros os textos que julgava os melhores.

Todos os fins de semana, então já dominando o Word, passei a remeter para uma lista de amigos, alguns conhecidos, outros "virtuais", o fruto de minhas "releituras".

No início de 1998, após um uma troca de e-mails com o Francisco Panizo, abnegado tirador de dúvidas e fornecedor de ajuda gratuita aos internautas - www.pypbr.com -, comecei a remeter, também para ele, os textos  que semanalmente.

Um dia ele fez a proposta: por quê não tornar esse trabalho acessível a todo o universo de usuários da Internet? Como não entendo nada dessa parte técnica, no começo relutei um pouco. Era um sonho que acalentava, faltava coragem e um empurrão. Panizo garantiu todo o suporte técnico, montou a home page, me incentivou a aprender coisas novas, colaborou com textos, tudo na base da amizade e, imaginem, sequer nos conhecíamos pessoalmente. Foi, reconhecidamente, aquele que tornou possível a existência do Releituras.

Da troca de mensagens com os leitores, acabei conhecendo o
Custódio, escritor, cartunista e saxofonista, também de São Paulo. Muito tempo depois, promovi nosso primeiro contato ao vivo, tendo me deslocado até à capital paulista especialmente para conhecer os velhos companheiros pessoalmente. Após longo relacionamento internetiano, e sem as telinhas à nossa frente, foi uma reunião de amigos muito agradável. Em 08/12/99 nova reunião-almoço comemorativo em uma churrascaria de novo em São Paulo. O papo rolou solto das 12,30 às 17,30 horas, para desespero dos funcionários do restaurante. Custódio, como sempre, já levou pronta a caricatura dessa confraternização (veja abaixo). E, assim, anualmente, nos encontramos para uma troca de idéias, para falarmos sobre os projetos de cada um, sobre a família, enfim, como velhos amigos.

Diante da imensa carga de trabalho em seu emprego e no Superdicas, Panizo passou a "bola" para mim, embora continue sempre sendo o conselheiro e instrutor nas horas de aperto, e a ele aqui declaro minha eterna gratidão.

Tenho 64 anos e sou casado, acreditem, desde 1971 com a mesma mulher, a santa Célia. Sou pai de Fernando, bacharel em Direito e já advogado militante, e Mariana, formada em Propaganda e Marketing em Santa Bárbara - Califórnia (USA). Paulista de Franca, morei em diversas cidades no Estado de São Paulo, sendo que mais de 20 anos em Campinas. Estamos no Rio há 19 anos. Adoro ler, me corresponder com amigos, ouvir boa música (em especial MPB e Jazz), tomar cervejinha e fazer um bom churrasco.

Eis aqui a caricatura da reunião em Sampa:


DA ESQUERDA PARA A DIREITA: PANIZO, CUSTÓDIO E ARNALDO

O Custódio é fera! Confira no sítio "Programa de Índio".

Nem me lembro bem como conheci a Tânia. Ela é uma executiva da Annex SIM Telecom, que tem como área de atuação, entre outras, as cidades de Carazinho e Passo Fundo, lá no Rio Grande do Sul. Visitei seu portal, gostei, devo ter elogiado alguma coisa e, daí, partimos para uma troca de e-mails. Ela, psicóloga e mulher acostumada a enfrentar os desafios diários a que uma empresa de médio porte da área de informática submete seus executivos, tem sido uma excelente interlocutora. Trocamos idéias, brigamos (pouco), discordamos e damos ótimas risadas (muito), tudo como acontecido com os amigos acima citados: sem nos conhecermos pessoalmente.

Do papo quase que diário, veio a idéia de mudar a cara do Releituras, tarefa à qual Tânia se dedicou de corpo e alma, incansável e criativa nas idéias sobre o visual, novos serviços e opções, tudo contando com a ajuda de seus amigos e um modesto auxílio por parte deste maluco que lhes escreve. Eu sempre digo que só uma pessoa de muita sorte — como eu — consegue ter três amigos (Custódio, Panizo e Tânia) como esses na vida.

Não poderia terminar sem agradecer, também, ao Paulo Ronaldo da Rosa (pelo suporte técnico) e ao cartunista, ilustrador e publicitário gaúcho Leandro Bierhals Bezerra, HALS, pela criação do novo logotipo do Projeto Releituras.


Abraços,

Arnaldo
®@njo

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